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Como e por que exportar vinhos?

Como e por que exportar vinhos

É comum observar, nas adegas, prateleiras de supermercados e em cardápios, pronúncias tão distintas nos rótulos de vinhos que os faz corar em alegria. Os sabores de um mundo inteiro ao nosso alcance, para brindarmos com sotaques extravagantes.

Esse é, na verdade, um reflexo do grande poder de importação dos vinhos sobre o qual o Brasil – emergente País no mercado de vinhos – está sujeito já há alguns anos.

Mas essa via, entretanto, tem sido pavimentada para seguir na outra direção também. Por isso, vamos falar um pouquinho a respeito da exportação de vinhos brasileiros, neste artigo.

E dessa maneira, compreender um pouco mais como o consumidor estadunidense, japonês e até mesmo o chinês tem dobrado a língua para ler os rótulos nacionais em voz alta, em um mercado em franca expansão.

Quem está à frente da exportação de vinhos?

Marcos Soares, gestor de projeto setorial da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), diz que “o Brasil não é um país com muita experiência em importação de vinhos. Até por isso, o Ibravin desenvolveu um programa específico para isso”.

O programa, em questão, é o Wines of Brasil, desenvolvido pelo Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) em parceria com a Apex-Brasil, em um esforço de colocar mais rótulos nacionais em outras fronteiras.

De acordo com o Ibravin, “os produtores interessados devem entrar em contato com a equipe do projeto setorial Wines of Brasil. Esse projeto tem uma estratégia para capacitação das empresas. Trata-se do Programa Primeira Exportação, que oferece uma metodologia para que as empresas tracem um objetivo de exportação”.

Soares conta que 48 empresas já participam do projeto, lançado há cerca de dez anos, e do qual 23 delas exportam efetivamente.

“O projeto consiste em criar uma imagem favorável do vinho no exterior. A não ser para especialistas, o setor ainda é desconhecido. No exterior, em função do Brasil ser um país tropical, não haveria, teoricamente, condições de exportar vinhos de qualidade. O que não é o caso, já que temos diversas regiões famosas pelos seus vinhos por aqui” afirma o gestor de projeto setorial da Apex-Brasil.

Os trabalhos pensados para quem busca exportação de vinhos

A iniciativa contempla duas vertentes bem distintas, e ambas interessantes. A primeira é o Projeto Comprador, que desembarca em nossas terras para trazer importadores, com o foco de apresentar esse mercado cada vez mais crescente por aqui.

O segundo é o Projeto Imagem, que visa trazer formadores de opinião para conhecerem os nossos produtos – uma ideia que os faz voltar aos seus países de origem com novos sabores, na ponta da língua, e adjetivos diversos na ponta dos dedos para efervescer e influenciar o mercado.

Soares vê o projeto, até o momento, com um retorno positivo. “Eles ficam surpresos com o infraestrutura que veem por aqui, e também com a qualidade dos vinhos. É uma ação que não dá pra avaliar em termos financeiros, apenas, mas que possui forte impacto positivo” destaca.

Passo a passo básico para exportar seus vinhos

Caso o seu interesse seja se aprofundar nesse mercado, o Ibravin dá a receita.

Antes da exportação

  • Planejamento;
  • Habilitação na Secretaria da Receita Federal (SRF);
  • Elaboração da lista de preços;
  • Preparação do material de apoio;
  • Conhecer os mercados-alvo;
  • Contato com importadores;
  • Envio de amostras de produto;
  • Negociação com importador;
  • Elaboração da Fatura Proforma.

Para a exportação

  • Informação ao importador;
  • Preparação do pedido;
  • Obtenção dos certificados necessários;
  • Embalagem do produto;
  • Documentos para exportação;
  • Fechamento de câmbio;
  • Embarque da mercadoria;
  • Despacho aduaneiro.

Após a exportação

  • Contato com importador: detalhes do embarque;
  • Envio de documentos ao importador;
  • Pós-vendas: aceitação dos produtos no mercado e 2º pedido.

Para mais ajuda, nesse esforço, convém procurar o Ibravin, por meio do Programa Primeira Exportação (PPE), e também:

  • ALICE-Web;
  • Radar Comercial;
  • Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA);
  • Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

O que achou destas informações? Que tal compartilhá-las com seus amigos produtores interessados em exportação?