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Como oferecer vinhos brasileiros aos consumidores?

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O mercado brasileiro costuma enfrentar resistências quando o assunto é a valorização dos seus produtos, principalmente quando existe concorrência internacional. É o caso dos vinhos brasileiros. Por mais que o setor esteja se desenvolvendo gradativamente no Brasil, o consumidor em busca de suas primeiras degustações ainda se inclina mais ao tradicionalismo dos vizinhos uruguaios, argentinos e chilenos, além de rótulos europeus.

Acontece que o País concentra múltiplos segredos para a demanda crescente de apreciadores de vinhos. E, por isso, vamos analisar quais são os primeiros passos a serem tomados para oferecer vinhos brasileiros aos seus clientes!

As barreiras naturais erguidas para os vinhos brasileiros

O perfil do apreciador de vinhos, hoje em dia, é bastante diversificado: do jovem bon vivant aos degustadores de longa data, o mercado é amplo o suficiente para acomodar paladares de todas as exigências e preferências.

Agora, quando falamos em vinhos brasileiros, o cenário se metamorfoseia sutilmente, nebuloso na resistência natural do consumidor em enxergar um “gramado mais verde” (ou um vinhedo mais fértil) nos rótulos estrangeiros.

“Existe muita resistência (do consumidor). Nosso povo não é muito adepto do nacionalismo e, assim, existe certo preconceito. Basta ter um rótulo de produtor estrangeiro, mesmo sendo de qualidade duvidosa. Daí, sim, esse é bom”, destaca Jorge Fin, terceira geração de uma família que mantém a Vinícola Fin, em destaque no setor desde as últimas décadas do século 19.

Para Fin, inclusive, o mercado só vai adquirir personalidade própria com o esforço do próprio setor: “É melhorando cada vez mais os nossos vinhos e mostrando-os ao nosso povo que eles são tão bons quanto outros espalhados ao redor do mundo”.

E, aí, reside uma boa oportunidade de mercado, que é a inclusão do público jovem para ruir essa resistência do mercado desde cedo. “Precisamos trabalhar muito o jovem, para que ele valorize o seu País e as suas origens. Assim, daqui alguns anos, termos um mercado mais efetivo”, analisa Jorge Fin.

Primeiros passos para oferecer vinhos brasileiros

Especialistas em vinho já estão cientes das qualidades dos produtos brasileiros. O que falta é uma orientação estruturada, como já mencionado, para que o público também enxergue os aspectos positivos e concentre mais rótulos nacionais em suas adegas.

Vale, portanto, o exercício de indicação de produtos regionais, já que o solo brasileiro conserva a riqueza para produzirmos vinhos tintos, brancos e espumantes. E premiados, inclusive. E não é segredo algum que a região Sul do País é uma das mais prolíferas, sendo também um bom indicativo para afrouxar a resistência do consumidor quanto aos vinhos brasileiros:

“A região que mais se destaca é a Serra Gaúcha e Vale dos vinhedos — muito disso por conta de sua tradição. Mas temos outras regiões com excelentes vinhos, como os Vinhos da Campanha — onde nos incluímos, mesmo estando na região das Missões do Rio Grande do Sul, porque possui um clima muito semelhante”, avalia Fin, que também destaca a excelência dos vinhos na região de São Joaquim, em Santa Catarina.

Não faltam, portanto, regiões e uvas a serem exploradas para indicar boas opções ao consumidor, visando a promoção de rótulos que têm tudo para fazer a diferença nas degustações e harmonizações de seus clientes!

Agora, para você absorver ainda mais argumentos de vendas dos vinhos brasileiros, confira como outros mercados já têm espichado as suas atenções nos nossos produtos — como ocorre com a expansão da exportação de vinhos para os Estados Unidos!