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Da uva a abertura da garrafa: conheça o treinamento dado aos garçons da Fogo de Chão

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Se você é do tipo que acredita que qualificar é um risco, pois amanhã a mão-de-obra treinada hoje pode te deixar, vale a pena conhecer a história do diretor de operações Brasil da rede de churrascarias Fogo de Chão, Claudiomiro Rigo. Sua trajetória profissional é um caso de fidelidade com a marca, que apostou em sua qualificação de garçom a sommelier.

Rigo começou como garçom e foi um dos primeiros profissionais do grupo a estudar sobre vinhos, em 2003, na ABS (Associação Brasileira de Sommeliers), quando a rede decidiu apostar nesse nicho de mercado. Ele conta que se interessou pela bebida, pois percebeu um aumento na procura por vinho no restaurante. “Havia demanda. Além disso, o vinho era bem aceito na combinação com os pratos, especialmente por consumidores jovens que queriam deixar a cerveja ‘de lado’”, explica.

“Venda de vinho aumenta a cada ano na churrascaria: em 2001, a carta de vinhos era composta por 30 rótulos, hoje, são 300”

A estratégia vem dando certo, tanto que, na Fogo de Chão, a venda de vinho aumenta a cada ano. Para se ter uma ideia, em 2001, a carta de vinhos era composta por 30 rótulos. Hoje, são 300. A diversificação, segundo o diretor, se justifica ao passo que o consumidor está cada vez mais interessado na bebida. O treinamento não foi deixado de lado. Aos finais de semana, ele permanece na grade fixa de qualificação da rede, mudando apenas de unidade onde é realizado. “O garçom aprende a abrir a garrafa corretamente, a servir, provar, além de detalhes sobre a safra e a uva”, explica.

Lucratividade 30% maior

Restaurantes de grande porte e com histórico de receber muitos turistas, além de um público de maior poder aquisitivo, não só viram vantagens em apostar na qualificação de sua equipe para servir e vender vinhos, como também, obtiveram bons resultados com o investimento. Algo que os especialistas afirmam com veemência.  “Geralmente, o restaurante que possui uma carta bem elaborada, que harmoniza com os seus pratos, uma das atribuições do sommelier, tem aumento na lucratividade de cerca de 20% a 30%”, afirma Marco Antonio Tegano, professor do curso Sommelier de Vinhos do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) de Ribeirão Preto.

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