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Entenda a estratégia da vinícola que viu a exportação sair do zero e chegar a 3% do faturamento em 2 anos

Entenda a estratégia da vinícola que viu a exportação sair do zero e chegar a 3% do faturamento em 2 anos

Exportar é um dos caminhos para o desenvolvimento da indústria brasileira de vinhos. Além de buscar alternativa à questão tributária nacional, responsável por 46% a 49% do custo do produto, na exportação tem-se praticamente apenas os custos indiretos como folha de pagamento e imposto de renda, mas sem impostos como ICMS, PIS e Cofins. A estratégia de vender no exterior ainda ajuda no reconhecimento interno. Essa ideia é do diretor comercial da Vinícola Góes, Luciano Lopreto, cuja exportação representa 3% do faturamento.

Os olhares para fora das fronteiras nacionais devem-se ao fato de que a vinícola, conhecida como produtora de vinhos doces de garrafão, quer ganhar o mercado externo. O processo começou em 2014 e agora, em 2016, a Góes ingressou no Wines of Brazil, iniciativa do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) e da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

Exportar é algo que ‘sobe a régua’ para todos nós, aumenta nossa exigência de padrões de qualidade

Atualmente a vinícola vende para Angola, China e Reino Unido. Porém, eles querem mais: no Japão, um dos parceiros da vinícola faz o intermédio com produtores daqui para pontos de vendas de produtos brasileiros que já possuem demanda cativa lá. Nos Estados Unidos, uma grande rede de churrascarias também está em fase de aproximação com a Góes para vender vinhos em seus estabelecimentos. Outro destino procurado é Portugal.

Embora o mercado externo tenha sua atratividade, principalmente com câmbio valorizado, Lopreto levanta duas questões: competição com países já estabelecidos como produtores e as dificuldades do mercado interno. “Estamos caminhando a passos largos, mas em comparação com os maiores produtores mundiais, não podemos dizer que estamos em igualdade.”

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