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Marca própria de vinho: prós e contras do investimento

Marca própria de vinho: prós e contras do investimento

As marcas próprias estão em evidência pelos motivos mais diversos, que vão desde a acessibilidade para o consumidor em busca de preços mais atrativos, à estratégia em expandir a participação da empresa no mercado.

No caso de vinhos, sequer podemos chamar a tendência de novidade, uma vez que estabelecimentos de todos os segmentos e portes já apostam na produção de um selo próprio há algum tempo.

Acontece que, no setor varejista, muitas dúvidas podem surgir quando o assunto é o desenvolvimento de marcas próprias da bebida para encantar o consumidor.

Confira, neste artigo, as vantagens desse tipo de investimento.

Vale a pena ter uma marca própria de vinho?

O setor varejista já está de olho em possibilidades de inovar e atrair para a sua marca consumidores ativos no aumento de consumo de vinho.

Afinal, pesquisa recentemente divulgada pela Kantar Worldpanel apontou que 31,1 milhões de lares brasileiros fizeram uso de produtos de marcas próprias nos supermercados em 2015 –  500 mil a mais em relação ao ano de 2014.

Ou seja: mais empreendedores estão atentos às mudanças do mercado, visando adaptar os seus produtos para atrair novos consumidores e, ainda, expor a sua marca com itens que ajudem a agregar mais valor ao seu negócio.

Para Carlos Cruz, diretor do IBVendas (Instituto Brasileiro de Vendas), trabalhar com marcas próprias pode ajudar a “desenvolver mais o seu próprio negócio e até mesmo garantir a redução de custo na produção do vinho”.

Com isso, a empresa poderia desfrutar de resultados melhores com o tempo. O desafio, entretanto, está em atrair o consumidor e em se diferenciar no segmento, que ainda está em expansão no Brasil.

Por isso, muita cautela é necessária ao pensar no investimento de marcas próprias de vinho.

O que levar em consideração ao investir em marcas próprias?

Se, por um lado, a exposição de marca é um atrativo e tanto, o contraponto dessa balança de oportunidades fica por conta do pouco conhecimento do consumidor sobre vinhos, ainda, da mesma maneira que o desafio está em abrir mercado com um produto novo.

O interesse do consumidor em adquirir produtos com bom custo/benefício, no entanto, pode ser uma excelente janela de oportunidade para o setor. Por isso, a empresa deve fazer parcerias para que as suas necessidades e objetivos sejam atendidos.

O varejista deve encontrar especialistas que auxiliem a produzir seus rótulos próprios. Para isso, é importante criar um canal de desenvolvimento para obter todas as garantias de que o vinho terá a qualidade pretendida”, esclarece Cruz, que também aponta a relevância em contar com uma equipe que trabalhe tanto com a importação dos produtos quanto com a geração de demanda.

As marcas próprias são convenientes para o varejista?

Embora o custo de produção possa ajudar a reduzir gastos no setor, o varejista deve encontrar desafios múltiplos em inserir um produto novo no mercado.

Cruz acredita que o empreendedor deve colocar na ponta do lápis os gastos. “Deve-se ter claro quanto custo desenvolver esse produto. Para o pequeno varejista pode ser arriscado e caro, não valendo a rentabilidade desejada”, diz.

Assim, as marcas próprias podem ser uma alternativa interessante, desde que você entenda que existem diversas oportunidades de mercado a serem exploradas no segmento, bem como riscos, que devem ser analisados até que você tome a sua decisão.

E, enquanto você não amadurece a sua ideia de investir em marcas próprias, que tal rentabilizar mais o seu negócio aprendendo como aumentar o ticket médio em sua venda de vinhos?