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Veja como incentivar o consumo de vinho brasileiro

Veja como incentivar o consumo de vinho brasileiro

Infelizmente, muitas pessoas ainda têm um conceito equivocado a respeito do vinho brasileiro e acreditam que as opções estrangeiras são melhores. Seja por conta de um pré-conceito de que os rótulos internacionais são mais saborosos ou, até mesmo, pela falta de hábito e pela preferência de outras bebidas como a cerveja, esse comportamento está começando a mudar e o brasileiro se mostra mais aberto a experimentar e apreciar os nossos vinhos.

Qualidade e preço do vinho brasileiro

Engana-se quem acredita que o consumo do vinho brasileiro não é tão alto por conta da baixa qualidade e do alto valor. Os nossos rótulos possuem altíssima qualidade, mesmo com uma produção relativamente nova. Isso faz com que os vinhos brasileiros sejam reconhecidos tanto dentro do país como também no exterior.

Vale dizer ainda que o vinho brasileiro é mais saudável. Isso mesmo! Os vinhos produzidos na Serra Gaúcha contam com a segunda maior quantidade do mundo de resvaratrol, potente antioxidante e anti-inflamatório. E, se você está pensando que todos esses diferenciais fazem do vinho brasileiro um dos mais caros, pode preparar para mudar os seus conceitos novamente. Na maioria, os valores dos vinhos brasileiros são mais acessíveis do que os similares internacionais.

Mudança de hábitos

Mas, como fazer para incentivar o brasileiro a consumir mais vinhos nacionais? De acordo com Daniel Rugani, sócio-diretor RED Buteco de vinhos, a mudança é uma tarefa que envolve dois aspectos: aumento da oportunidade de consumo e mudança na cultura.

A oportunidade se materializa na disponibilidade do vinho brasileiro para os consumidores. Onde encontro para comprar? Por que há poucos ou nenhum rótulo disponível em cartas de restaurantes ou em adegas especializadas? Estas são perguntas frequentes que os consumidores de vinho se fazem, questionam aos amigos e aos profissionais do setor, pois visivelmente não é fácil encontrar bons rótulos nacionais em mercados, empórios e restaurantes.”

Já o aspecto cultural, de acordo com Rugani, tem um forte impacto no produto vinho como um todo, não apenas nos de produção nacional. Isso acontece porque é muito comum as pessoas dizerem que “não entendem nada” de vinhos.

“Existe uma vontade ou uma necessidade criada no imaginário dos brasileiros que diz que, para beber vinho, é preciso entender sobre a bebida. Entendo que isto ocorre porque o consumo do vinho se dá em momentos muito particulares, como por exemplo, o espumante nos dias de festa de fim de ano ou no casamento. Sobre este aspecto, torna-se importante democratizar o consumo, gerar novas experiências e, até mesmo, ofertar cursos e momentos de aprendizado em que os consumidores possam se sentir mais livres e próximos da sua taça, sem o medo de errar.

Para Ruagni, criar novos canais de distribuição do vinho brasileiro e, por consequência, criar momentos de experiência dos consumidos com novos e diferentes rótulos, aumentará o consumo e a busca constante por produtos que possuem qualidade e sabores surpreendentes.

O que mais é possível ser feito?

Além das dicas de Rugani, promover eventos e degustações em parceria com vinícolas é uma excelente maneira de aproximar e encantar o brasileiro com o vinho nacional. Esse tipo de experiência é uma excelente oportunidade para que as pessoas conheçam melhor o vinho brasileiro e entendam que, assim como as bebidas com as quais estamos acostumados, o vinho é uma questão de saborear e desfrutar de bons momentos.

A união entre todos os envolvidos na cadeia de vinhos também é fundamental. Produtores, distribuidores e, até mesmo, consumidores devem se engajar a não apenas aumentar o consumo do vinho brasileiro, como também, conscientizar as pessoas de que precisamos valorizar o nosso produto interno.

E você, já está fazendo a sua parte para incentivar o consumo do vinho brasileiro? Vamos trocar experiências nos comentários!